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Vem conhecer-me.

Vem conhecer-me.

Onde andas tu?

E aqui estou. Vendo o tempo passar e tu a mudar. Vendo o tempo correr e tu a envelhecer. Vendo o tempo a não dar tréguas. Vendo-me ao espelho e apreciando cada traço novo, cada mudança de postura e tu mudando.
Estás mudar de uma maneira inexplicável, repentina. Desconhecida a causa, ou talvez, seja demasiado obvia para se dar a conhecer, creio que seja somente a adolescência na sua fase pré-adulta. Na fase em que tu decides reinventar-te e recrear a tua imagem e os teus objetivos. Decides a tua evolução, por mais chocante que esta possa ser. Existem várias formas de evoluirmos, e se queres que te diga, a tua foi a pior forma de todas. Quiseste reinventar-te da maneira mais ridícula, quiseste fazer sofrer o mundo para poderes ter minutos de glória. Quiseste matar-te para te fazeres renascer de forma hiperbolicamente absurda. Quiseste matar o teu sorriso por um trinco de batom rosa choque. Quiseste trair Deus e invocar o Diabo. Onde te levou toda a luxúria? Onde te levou toda a traição? Onde foste? Quem és tu agora?
Partiste tão assim, sem aviso. Morres-te de alma. Onde está ela? A quem a vendeste? Era capaz de dar tudo o que tenho por um pouco dela de novo. Gostava de te reinventar. Gostava de te fazer melhor e não da forma paradoxal como te quiseste pintar.
Não queres voltar? Não queres regressar ao passado e voltar ao teu exuberante ser. Eras vivaça de emoção, eras pouco evolutiva de conhecimento mas dotada de criatividade.

Onde andas tu?