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Vem conhecer-me.

Vem conhecer-me.

O que o vento dita.

Vento a vadiar. Voando sem medo, sem volta. Vento sem rumo. Viajante.

Estava deitada e senti o vento correr sobre mim. Vento frio. Acordei. Olhei e vi-te a meu lado. Arrepiei-me e tu agarraste-me e de disseste: "- Anda cá viajante". Sorri. Olhei para nós e imaginei-nos como seriamos vistos por dentro. Ligados? Possivelmente. Iluminados? Claramente. Perfeitos? Nem um pouco. Faz algum tempo que não te digo o que sinto, mas hoje poderá ser o dia em que não poderei voltar a dizê-lo e não consigo. Fecho os olhos e só te vejo a ti. O teu corpo, as tuas mãos, as tuas faces. Só te sinto a ti.

Lembrei-me do dia em que nos beijámos. No meio do nada. Nós e as árvores, tão perto da bagunça. Tão perto do desconcerto e tudo, ali mesmo ao lado, parecia tão perfeito. Estavamos a um passo de mim, da balbúrdia. E tão em ti, calmo e sereno. Senti-me segura, protegida, amada. Senti que iria ser dificil mas que nunca mais te ia largar. E larguei. Arrependo-me de cada minuto que não te agarrei, que não te beijei, cada minuto que te tomei por garantido, cada segundo que não te olhei nos olhos e te fiz sentir amado. Lamento cada lágrima que nos fiz deitar. Lamento cada dia que me senti perdida. Agradeço. Cada minuto de volta, cada toque de volta, cada confiança de volta, cada palavra de volta, cada paciência de volta. Agradeço-te todos os dias por estares comigo mas não sabes. 

Espero que cada dia seja o nosso dia por mais 8 eternidades, por mais 8 vidas, por mais 8 infinitos sorrisos, por menos 8 lágrimas, por mais 8 mil toques. Espero que cada dia nosso seja apenas nosso. Espero que cada palavra seja apenas nossa. Porque nós somos só nossos e ninguem nos pode tirar isso.

                                             Estas sim... São as palavras que o vento dita.